Para a conselheira legal residente da Embaixada Americana, Karine Taxman, hoje em dia o crime é internacional e, segundo ela, se as cidades, estados e países não trabalharem juntos, quem ganha é o criminoso.
- Esse curso que chamamos de Projeto Pontes, na realidade é um intercâmbio de dois anos. Trabalhamos em parceria com os estados para realizar treinamento conjunto a partir de áreas de interesse mútuo. Hoje, o crime é internacional. Se não trabalhamos com outras cidades, outros estados e países certamente o criminoso ganhará esse embate – observou Taxman.
O Governo do Estado, através da Secretaria de Segurança participou, na semana passada, do curso Crimes Cibernéticos e Propriedade Imaterial: Computadores, Perícias e Internet. Estiveram presentes também representantes do Ministério Público, do Judiciário e das forças policiais dos dois países. O objetivo do encontro foi especializar integrantes do MP, da Justiça e das polícias militar e civil no combate aos crimes cibernéticos e contra a propriedade intelectual.
A iniciativa faz parte do Projeto Pontes (acrônimo formado pelas palavras parceria, oportunidade, inovação, treinamento, educação e sustentabilidade), criado para oferecer treinamentos e promover o intercâmbio de experiências entre especialistas brasileiros e norte-americanos.
A escolha da área de crime cibernético, segundo Taxman, foi eleita porque há interesse universal no Brasil para conhecer mais a realidade local e como podem ser usadas as provas cibernéticas e de computador. Além disso, ambos os países também querem atuar nessa área porque os Estados Unidos querem ter mais intercâmbio com o Brasil e saber como esse mecanismo funciona aqui. Na realidade, a ideia é avançar no fim das fronteiras que existem entre os dois países.
- Os criminosos, na realidade, se aproveitam das fraquezas de cada pais. Eles sempre estão procurando um lugar, um país, onde podem atuar e onde não serão percebidos. Na área de computadores, por exemplo, como a rede é internacional e normalmente os países não conversam entre si, não trocam experiências, é uma oportunidade ótima para o criminoso avançar e é isso justamente o que estamos tentando combater junto com o Brasil – explicou.
Em seu discurso de abertura, o vice-presidente do Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ), João Lagoeiro Barbará, disse que o tema é de grande importância para o Sistema Firjan, um dos promotores do encontro.
. – Esses crimes afetam diretamente as indústrias e é preciso discutir o assunto abertamente, pois os riscos para empresas e consumidores continuam a evoluir – afirmou.
Barbará lembrou que o Sistema Firjan mantém, com outros parceiros, o Grupo Regional de Combate à Pirataria, com o intuito de promover a conscientização da sociedade para os prejuízos causados por este crime. O vice-presidente citou as ações do Grupo no campo da educação e da repressão, como cursos de identificação de mercadorias pirateadas para os policiais.
Na cerimônia de abertura estavam presentes entre outras autoridades o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame; o representante do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Roger Fuentes; o adido do FBI, David Brassanini; o agente especial do FBI, James Doyle; os procuradores federais Matthew Bassiur, Ovie Carroll e Mark Krotoski; e o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio







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