Governo amplia o programa Minha Casa Minha Vida para todos os municípios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que estende o programa a qualquer municipio que comprove ter déficit habitacional, independente da população.

Hoje, a Caixa anunciou que começa a receber inscrições de prefeituras, incorporadoras e de futuros mutuários para o financiamento de imóveis avaliados em até R$ 130 mil, para famílias com renda mensal até 10 salários mínimos. (Clique para fazer a simulação no site da Caixa)

Poderão participar pessoas que não foram beneficiadas por outro programa habitacional social do governo e que não possuem casa própria ou financiamento ativo no País.

O interessado também não pode ser proprietário de outro imóvel residencial urbano ou rural, situado no atual local de domicílio. Segundo o banco, já está disponível aos Estados e municípios o termo de adesão ao Programa “Minha Casa, Minha Vida”.

O banco também fornece o modelo de instrução de doação de terreno às prefeituras.

Investimento

Segundo a Caixa, o investimento total estimado para o programa é da ordem de R$ 60 bilhões, sendo R$ 34 bilhões em subsídios. A estimativa é que esses recursos gerem em torno de 800 mil novos empregos em 2009, 1,6 milhão de novos postos de trabalho em 2010 e 1,1 milhão em 2011. No total, serão 3,5 milhões nos três anos.

Essa previsão de geração de empregos não tinha sido anunciada junto com o lançamento do programa no fim de março. “Esses novos empregos representam novas famílias em condições de adquirir suas moradias e esse processo se retroalimenta, ou seja, gera novos empregos e novas demandas”, comentou a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, por meio de sua assessoria de imprensa do banco.

O programa foi criado para estimular a atividade econômica no País, neste momento de crise internacional, e assegurar o aumento de empregos e renda dos trabalhadores.

Do total de R$ 34 bilhões de investimentos do governo, R$ 16 bilhões serão destinados às famílias com renda de zero a três salários mínimos (R$ 1.395). A parcela mínima para essas famílias será de R$ 50. As regras para o plano foram apresentadas no dia 25 de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o programa, as famílias com renda de até três salários mínimos não poderão comprometer mais do que 10% da renda com o pagamento das parcelas. O financiamento será por dez anos e a intenção do governo é construir 400 mil moradias para essa parte da população. Essas famílias terão subsídio integral com isenção do seguro e das despesas de cartório para registro do imóvel.

Quem tem renda familiar de três a seis salários mínimos pode gastar até 20% da renda com as prestações. O total de moradias para essa faixa também será de 400 mil unidades, com a previsão de investimento de R$ 10 bilhões. Para esse grupo haverá aumento do subsídio parcial em financiamentos com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor. Estes beneficiários contatrão com abatimento de 90% nas despesas com cartório. Para quem recebe de três a cinco salários mínimos, os financiamentos devem ter juros de 5% ao ano e para quem tem renda de cinco a seis salários mínimos será de 6%.

As demais 200 mil moradias serão destinas às famílias com renda entre seis e dez salários mínimos. Para essa faixa haverá estímulo à compra, com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

Meta

A Caixa previu também aplicar R$ 27 bilhões em financiamentos habitacionais em 2009. Esse valor inclui também a expansão de empréstimos por meio do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”.

Segundo a assessoria do banco, até o fim de março, a Caixa já havia emprestado R$ 7 bilhões, o suficiente para beneficiar mais de 645 mil pessoas em todo o País. O valor é 119% superior em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o banco, o programa “Minha Casa, Minha Vida” será operado simultaneamente com as demais modalidades de financiamento habitacional da Caixa. Cálculos do banco projetam um acréscimo em torno de R$ 15 bilhões por conta da operação do programa que se inicia hoje.

Flexibilização

A Caixa afirmou ainda ter reduzido em 75 dias o prazo máximo de análise para aprovação das propostas dos empreendimentos habitacionais. A simplificação do procedimento burocrático faz parte das ações do governo para por em prática as medidas do programa habitacional do governo federal.

De acordo com a Caixa, o período de análise anteriormente levava cerca de 120 dias e agora levará no máximo 45 dias, dependendo da modalidade dentro do programa.

A Caixa disse ainda ter flexibilizado o programa Construcard, que financia a compra de material de construção, com o aumento de prazos de pagamento (de 96 meses para 120 meses) e a dispensa da garantia. A contratação do Construcard, que usa recursos do FGTS, foi simplificada e permite a inclusão de até 15% dos custos de mão de obra no valor financiado.

Fonte: IG

OrkutdiHITTYahoo MailLinkedInEmailShare

Um comentário

  1. gustavo disse:
    opa quero saber como q se participa desse programa “minha casa vida para todos”

Deixe um comentário

Comment moderation is enabled. Your comment may take some time to appear.

Powered by Deadline Theme

Switch to our mobile site