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Rio de Janeiro monitora gripe suína

Rio – Vinte brasileiros com sintomas da gripe suína — que estiveram em locais de risco ou em contato com pessoas que passaram por eles — estão sendo monitorados pelo Ministério da Saúde. Entre eles, há duas mulheres no Rio: na capital e em Volta Redonda.

O número pode chegar a 22 — ontem à noite o Governo do Estado de Goiás detectou mais dois pacientes que podem ter os sintomas. Aviões que chegam dos EUA, Canadá e México estão sendo desinfectados. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, funcionários do desembarque, da faxina e da farmácia estão trabalhando de máscara.

Nas drogarias do Rio, houve corrida atrás do acessório. “Trabalho em farmácia há sete anos e nunca vendi tanta máscara. Um homem comprou uma caixa com 50. Mais de 100 pessoas já perguntaram pelo Tamiflu (remédio que, ao lado do Relenza, combate a gripe suína). Vendi os últimos segunda-feira”, conta Francisco Chagas, que trabalha na farmácia Rede Bem Star, no Centro.

Na farmácia do Tom Jobim, as máscaras estavam sendo vendidas por R$ 0,65. “Não vendíamos nada. Hoje já foram mais de 40 em poucas horas”, afirmou a operadora de caixa Adriana Campos Bento, 20, também de máscara.

Ontem, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que anunciou a criação de Gabinete Integrado de Emergência, fez apelo para que as pessoas não comprem Tamiflu e Relenza. “A automedicação não é indicada”, justificou. Os remédios, inclusive, já não estão sendo encontrados. A Roche, que fabrica o Tamiflu, informou que, no Brasil, por tratar-se de “situação de emergência de saúde pública”, todo o estoque atual será direcionado ao Ministério da Saúde.

No mundo, a empresa doou caixas de Tamiflu à Organização Mundial de Saúde (OMS), para resposta aos surtos nos países afetados. A GSK, produtora do Relenza, tomou as mesmas medidas. Ontem, o Ministério da Saúde afirmou que tem estoque de 90 milhões de doses de Tamiflu. E comprará imediatamente outras 54 mil doses.

No Aeroporto Tom Jobim, ontem, seis pessoas que passaram mal em voos vindos do Panamá, com escala no México, e em Miami, foram avaliadas por funcionários da Anvisa. Três chegaram a ser levados à Fundação Oswaldo Cruz, mas a doença foi descartada.

A paciente do Rio é uma mulher de 44 anos, internada no Hospital Copa D’Or com pneumonia e febre alta. Em Volta Redonda, os sintomas afetaram uma médica que está em isolamento em casa. A primeira chegou há três dias de Nova York e começou a passar mal segunda-feira. A outra veio de Cancún dia 14 e apresentou sintomas dia 24. Foi colhido material da mucosa nasal de ambas e o resultado dos testes deve sair até amanhã.

No Rio, os possíveis casos serão destinados a três ‘hospitais-sentinela’: Pedro Ernesto (Vila Isabel), Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas/Fiocruz (Bonsucesso) e Iaserj (Centro). Por enquanto há 10 leitos de enfermaria e 20 de CTI. Duas ambulâncias ficarão de plantão na Ilha do Governador para transportar pacientes suspeitos.

Ontem, a OMS informou que espera confirmação de casos nos EUA. Com isso, a organização poderá declarar o alerta 5 da escala em que o máximo é 6. O nível 5 indica risco de pandemia iminente.

Veja a matéria completa no O DIA

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