De acordo com o diretor executivo de Produção da CSN, Enéas Diniz, o uso da capacidade da usina passará de 65% para 90% com a retomada deste alto-forno, que pode produzir até 4,2 mil toneladas de gusa por dia. Junto com o alto-forno 3, que tem capacidade para 10,3 mil toneladas diárias, a unidade alcança 14,5 mil toneladas de gusa por dia.
A companhia informou que, em razão da demanda de mercado, vai operar a 90% de sua capacidade na metalurgia e a 95% na laminação. Por ano, os altos-fornos da CSN em Volta Redonda têm capacidade de produzir 5,2 milhões de toneladas de gusa.
A produção de aço líquido anual é de 5,6 milhões de toneladas. A companhia, que investiu R$ 100 milhões na modernização do equipamento, destacou no comunicado que o religamento ocorre no momento em que “as principais siderúrgicas do Brasil estão parando seus altos-fornos”.
“Mais uma vez, a CSN demonstra acreditar em seus profissionais e no desenvolvimento do Brasil”, disse o gerente-geral de Altos-Fornos da CSN, Fabiam Franklim, por meio de nota. Esta foi a sexta reforma realizada no equipamento, que terá mais oito anos de produção sem necessidade de reformas. Mesmo com o religamento do alto-forno da CSN, ainda haverá no País outros cinco equipamentos paralisados.
Até maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o setor ainda tinha um grau de utilização da capacidade instalada de apenas 49,7%. De janeiro a maio, de acordo com a entidade, a produção de aço foi de 8,6 milhões de toneladas, queda de 40,75% na comparação com os primeiros cinco meses de 2008.(Fonte: Jornal do Commercio/RJ)
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