Em todo o país, o número de notificações foi de 361.552 nas primeiras 23 semanas deste ano. Isso significa uma redução de 49,8% em relação ao mesmo período de 2008, em que foram registradas 719.593 infecções pelo Aedes aegypti.
A queda foi registrada em quatro regiões do país, com destaque para o Sudeste, que obteve redução de 65,5% no número de casos de degue. Apenas o Espírito Santo registrou aumento. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram queda no número de infecções.
Nas demais regiões, as reduções foram de 49,8% no Sul, 47,3% no Nordeste e 29,9% no Norte. O Centro-Oeste, porém, registrou aumento de 13,8% nas notificações da doença. O índice nesta região foi puxado, principalmente, pelo número de infecções em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 29.825 e 11.740, respectivamente.
A redução foi verificada em 19 estados e no Distrito Federal. Entre os destaques, estão os estados de Goiás e Minas Gerais, que apesar de estarem entre as unidades com maior número de casos, apresentam redução de 43,0 % e 10,4%, respectivamente.
Além disso, mesmo com registro de casos graves de dengue, os estados do Amapá, Tocantins, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Alagoas, São Paulo e Paraná, não notificaram óbitos. Na Paraíba, por sua vez, não houve registro de casos graves nem de mortes. Outra boa notícia é o fato de os estados do Amazonas, Roraima e Goiás terem apresentado taxa de letalidade por dengue de aproximadamente 1%, o que se mantém dentro dos padrões aceitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Por outro lado, sete estados registraram aumento no número de infecções pelo Aedes aegypti – Acre, Roraima, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Juntos, eles representam 56% do total de casos de dengue no país (Veja as ações do Ministério da Saúde nesses estados até o momento no Portal Saúde – http://www.saude.gov.br).
Embora o dado nacional seja positivo, o Ministério da Saúde alerta para o fato de que as ações de controle e prevenção são permanentes e devem envolver governo federal, estados e municípios, além da população, entidades de classe, organizações não governamentais e iniciativa privada.
Para o diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, a dengue deve ser combatida todos os dias, mesmo nos períodos em que as chuvas diminuem. Isso porque, explica ele, o ovo do mosquito pode se manter em condições para eclodir e virar larva por um período de até 400 dias. ”Alem disso, a sociedade deve participar com ações simples como trocar a água do vaso de planta e lavar as laterais e bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos também podem eclodir”, afirma Hage.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio







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