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Rio registra maior queda nos casos de dengue

O Rio de Janeiro registrou a maior redução no número de casos de dengue do Brasil nas 23 primeiras semanas deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, revela balanço divulgado pelo Ministério da Saúde (MS) nesta quinta-feira (9/7). Segundo informações enviadas pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, 10.424 pessoas contraíram a doença entre 1ª de janeiro e 13 de junho. No mesmo período de 2008, o número de infectados foi de 246.087. A queda foi de 95,8%.

Em todo o país, o número de notificações foi de 361.552 nas primeiras 23 semanas deste ano. Isso significa uma redução de 49,8% em relação ao mesmo período de 2008, em que foram registradas 719.593 infecções pelo Aedes aegypti.

A queda foi registrada em quatro regiões do país, com destaque para o Sudeste, que obteve redução de 65,5% no número de casos de degue. Apenas o Espírito Santo registrou aumento. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram queda no número de infecções.

Nas demais regiões, as reduções foram de 49,8% no Sul, 47,3% no Nordeste e 29,9% no Norte. O Centro-Oeste, porém, registrou aumento de 13,8% nas notificações da doença. O índice nesta região foi puxado, principalmente, pelo número de infecções em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 29.825 e 11.740, respectivamente.

A redução foi verificada em 19 estados e no Distrito Federal. Entre os destaques, estão os estados de Goiás e Minas Gerais, que apesar de estarem entre as unidades com maior número de casos, apresentam redução de 43,0 % e 10,4%, respectivamente.

Além disso, mesmo com registro de casos graves de dengue, os estados do Amapá, Tocantins, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Alagoas, São Paulo e Paraná, não notificaram óbitos. Na Paraíba, por sua vez, não houve registro de casos graves nem de mortes. Outra boa notícia é o fato de os estados do Amazonas, Roraima e Goiás terem apresentado taxa de letalidade por dengue de aproximadamente 1%, o que se mantém dentro dos padrões aceitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por outro lado, sete estados registraram aumento no número de infecções pelo Aedes aegypti – Acre, Roraima, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Juntos, eles representam 56% do total de casos de dengue no país (Veja as ações do Ministério da Saúde nesses estados até o momento no Portal Saúde – http://www.saude.gov.br).

Embora o dado nacional seja positivo, o Ministério da Saúde alerta para o fato de que as ações de controle e prevenção são permanentes e devem envolver governo federal, estados e municípios, além da população, entidades de classe, organizações não governamentais e iniciativa privada.

Para o diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, a dengue deve ser combatida todos os dias, mesmo nos períodos em que as chuvas diminuem. Isso porque, explica ele, o ovo do mosquito pode se manter em condições para eclodir e virar larva por um período de até 400 dias. ”Alem disso, a sociedade deve participar com ações simples como trocar a água do vaso de planta e lavar as laterais e bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos também podem eclodir”, afirma Hage.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio

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