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Firjan: Indústria do Rio tem recorte em vendas e exportações no mês de agosto

A indústria do Rio confirmou em agosto o processo de recuperação depois da crise econômica mundial. Em relação aos dados de julho, as variáveis de vendas reais (1,5%), pessoal ocupado (0,2%), massa salarial (0,3%) e capacidade instalada (80,03%, ante 79,8% no mês anterior), pesquisadas para os Indicadores Industriais, ficaram todas positivas.

O mesmo aconteceu na balança comercial, que contou com exportações de US$ 1,6 bilhão e saldo positivo de US$ 816,4 milhões, recordes do ano apurados pelo boletim Rio Exporta. As duas pesquisas foram divulgadas nesta quarta-feira (30) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Na pesquisa Indicadores Industriais, a única variação negativa em relação a julho foi em horas trabalhadas, que recuaram 9,35% em função do menor número de dias úteis.

As comparações com o mesmo mês e período do ano passado, contudo, ainda estão quase todas negativas.

O patamar das vendas de agosto é o mais alto do ano, mas ainda está 6,7% abaixo do observado no mesmo mês de 2008.

Em pessoal ocupado, a indústria fluminense está bem próxima ao período pré-crise. Na média dos primeiros oito meses, o número ficou apenas 0,3% abaixo do período equivalente em 2008. No caso da massa salarial, esse número está negativo em 0,4%.

Exportações retornam ao patamar mensal de 2008

Em agosto, a balança comercial fluminense registrou o maior superávit de 2009, de US$ 816,4 milhões, resultado de exportações de US$ 1,6 bilhão e importações de US$ 820,7 milhões. Foi o segundo mês consecutivo a registrar saldo positivo recorde para 2009.

As exportações fluminenses retomaram em julho e agosto o patamar mensal de 2008, melhor ano da série histórica. Com vendas superiores a US$ 1,2 bilhão nos últimos dois meses, o petróleo foi o principal motor da recuperação.

Nas importações, a queda esteve diretamente relacionada ao petróleo, com as compras de óleo bruto recuando com mais intensidade em preço do que em quantidade, beneficiando o saldo. Na indústria, o segmento farmacêutico foi o único a incrementar suas importações no ano (6,4%).

Os Estados Unidos foram o principal parceiro comercial fluminense tanto em agosto quanto no ano. Em 2009, o país respondeu por 20% das exportações e por 25% das importações.

No entanto, a Ásia passou a ser o principal destino das vendas externas fluminenses no acumulado em 12 meses até agosto, com destaque para China, Cingapura e Índia.

Fonte: Agência Rio de Notícias

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