Niterói é a região que concentra os principais estaleiros do país e 80% do parque instalado da indústria naval brasileira. Otimistas, os organizadores do evento – Prefeitura e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) – lembram que o encontro já se consolidou no calendário do setor e este ano se destacará como importante fórum de debates para temas como a sustentabilidade da indústria naval e os novos desafios advindos das descobertas do pré-sal.
- Certamente avançamos muito em relação à primeira edição do evento, e agora temos uma indústria consolidada e um mercado aquecido, apesar da crise mundial – disse João Carlos de Luca, presidente do IBP.
Para o secretário Julio Bueno, que representou o governador Sérgio Cabral na abertura da Feira e Conferência Internacional de Tecnologia Naval e Offshore (Fenashore), o mais importante é o Brasil consolidar sua posição de país competitivo na indústria naval.
- Uma das questões mais importantes para a perenidade da indústria naval no Brasil é a questão da competitividade. E só teremos uma indústria perene se formos competitivos internacionalmente. Para o setor alcançar isso tem que se discutir tecnologia e inovação, que é exatamente o que faz a Fenashore. Portanto, essa terceira edição representa um alicerce hoje para o aumento da competitividade da indústria naval brasileira – salientou o secretário.
Bueno lembrou que a indústria naval também pode ser uma grande âncora, uma grande alavanca para que o Estado do Rio possa ter em torno dela uma indústria de transformação importante e relevante para gerar, de forma estrutural, tributo e imposto.
O evento reuniu cerca de 250 pessoas, entre políticos e empresários. O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, falou sobre a importância da feira, principalmente para o país.
- A Fenashore é um evento de interesse nacional e internacional que acontece em Niterói, mas, depois de três anos, se tornou referência para toda a indústria – disse Jorge Roberto.
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que é importante a Fenashore acontecer no estado porque o Rio de Janeiro é uma espécie de berço da indústria naval brasileira, tendo Niterói como principal polo fluminense.
- Desde 2003 até hoje, no governo Lula, o setor passou de 3 mil funcionários celetistas para mais de 50 mil. Ele tem um potencial muito grande com o pré-sal, e a Petrobras têm a obrigação de encomendar 100% de seus navios para a indústria naval brasileira. E isso mexe com tecnologia de ponta, que vai dar competitividade internacional. Acho fundamental, estratégico ter participado da segunda, e hoje estou aqui na terceira, porque é importante para Niterói, para o estado e para o Brasil. A feira vai desenvolver vários setores de serviços, tecnologias de ponta, e isso significa também um fortalecimento na retomada da indústria naval brasileira – observou o ministro.
O trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços no estande será feito por consultores da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Investe Rio), que vão apresentar linhas de financiamento com juros a partir de 2% ao ano e longos prazos de pagamento; da Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin), que prestam consultoria e assessoria aos investidores interessados no Rio, em questões como incentivos tributários, localização e mão-de-obra; e do Departamento de Recursos Minerais (DRM), com seus mapas de identificação de oportunidades de expansão, principalmente no interior.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio







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