A rentabilidade média de um outro fundo, o FI-FGTS, que usa parte do patrimônio líquido do FGTS no setor de infraestrutura, é de 9% ao ano. O FIC é uma espécie de “fundo-filho” do FI-FGTS: com os recursos aportados diretamente pelos trabalhadores, comprará cotas do FI-FGTS, o “fundo-mãe”. A carteira final de empreendimentos que receberão recursos do FI-FGTS ainda está em elaboração, mas é certo que incluirá os mais rentáveis previstos hoje, como a usina hidrelétrica de Belo Monte e o trem-bala que ligará o Rio a São Paulo. O novo fundo será administrado pela Caixa Econômica Federal, e os projetos selecionados terão de passar pelo crivo do comitê de investimentos do FI-FGTS, formado por representantes dos trabalhadores, empregadores e governo.
O governo queria já começar a oferta pública de cotas em R$ 5 bilhões, mas os conselheiros decidiram fazer um primeiro teste do interesse do trabalhador. Para o presidente do Instituto FGTS-Fácil, Mario Avelino, a demanda será pelo menos dez vezes maior do que os R$ 2 bilhões que o governo pretende colocar à venda em um primeiro momento. Pelas contas do especialista, se todos os trabalhadores resolvessem aplicar até 30% dos valores de que dispõem depositados no Fundo, a demanda seria de cerca de R$ 46 bilhões. A ampliação do valor para R$ 5 bilhões poderá ser feita antes mesmo do encerramento do prazo de inscrições do edital. Para isso, basta uma resolução do Conselho Curador, explicou uma fonte.
Fonte: Veja a matéria completa no O GLOBO
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