- Essa escolha é mais uma prova de que a preocupação com o legado já começou, porque o Palácio Gustavo Capanema é lindíssimo, um prédio projetado com equipe que incluiu Le Corbusier e que estava ali, ocioso, com pouco uso. Foi uma decisão extraordinária para o Rio de Janeiro, um grande presente para a cidade – disse Cabral.
O governador acrescentou:
- No ‘QG’, teremos a Autoridade Olímpica e o Comitê Organizador da Rio 2016 trabalhando juntos, como estamos vendo em Londres: governo e Comitê Olímpico atuando juntos. Isso é uma prova do que significa a integração. É mais uma prova de que estamos no caminho certo – afirmou o governador.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse que solicitou “o monumento”, que pertence ao governo federal, para uso voltado aos Jogos Olímpicos. O Ministério do Planejamento aprovou. O presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Nuzman, ainda não sabe a data da mudança (o prédio passará antes por obras), mas está ansioso para se instalar no ‘QG’.
- Achei fantástico. Um edifício que representa a cultura e a arte. Vamos ver quando a gente já se muda – disse Nuzman.
Depois de visitar o Parque Olímpico – que receberá mais de 180 mil pessoas por dia durante os Jogos -, o governador Sérgio Cabral, o ministro Orlando Silva e o presidente do comitê brasileiro Carlos Nuzman reuniram-se com o presidente e o vice-presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres, Sebastian Coe e Keith Mills, respectivamente.
Cabral voltou a destacar a importância do legado, ao citar que Londres decidiu construir o seu Parque Olímpico em uma área onde havia mais crimes e traficantes. A partir dos Jogos, porém – depois de gastos da ordem de 60 bilhões de reais -, Londres entregará uma região recuperada e para uso diversificado à cidade.
- É decisivo para o êxito de um desafio como sediar as Olimpíadas de 2016 ter a humildade de aprender com quem fez e está fazendo. As experiências serão adotadas por nós de acordo com as características do Brasil e do Rio. Em Londres, pudemos ver, ouvir e tirar como lição o profissionalismo e a não-ansiedade. É natural a ansiedade da sociedade, da imprensa, das organizações cobrando o próximo passo. Você vê então o calendário londrino e descobre que eles ganharam em julho de 2005 e passaram basicamente dois anos fazendo os planos, organizando os orçamentos, contratando os profissionais para, só então, começar a construção para valer das coisas – disse Cabral.
E continuou:
- Claro que nós, do Rio, temos mais pressa do que Londres. Certamente, a nossa situação de infraestrutura e de necessidades é maior. Mas nós também temos que respeitar algo importante chamado planejamento. Planejamento e profissionalismo são essenciais para alcançarmos o sucesso que desejamos em 2016 – afirmou o governador.
Na noite desta sexta-feira, Cabral terá ainda encontro com a ministra britânica para as Olimpíadas, Tessa Jowell. Neste sábado, o governador se reunirá com o ex-primeiro-ministro Tony Blair, considerado o grande responsável pela vitória de 2005, quando Londres foi eleita sede dos Jogos de 2012.
Cabral está na Europa em Missão Oficial ao Reino Unido (iniciada nesta sexta-feira, 29.1) e à Espanha até quarta-feira (03/02), em busca de experiências bem-sucedidas na preparação e realização de Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
De Londres, o governador segue para Madri. Lá, será o orador da conferência “América Latina, Espanha e Estados Unidos: Reforçando Parcerias Transatlânticas”, atendendo a um convite do Conselho das Américas e da Secretaria Geral Ibero-Americana. Falará sobre os preparativos para as Olimpíadas e os projetos de infraestrutura mais importantes do Estado.
Depois, finalizará a missão em Barcelona, onde visitará o Parque Olímpico da cidade que sediou os Jogos em 1992. Será recebido pelo ex-prefeito Pasqual Maragall (que era o prefeito de Barcelona durante as Olimpíadas) e se reunirá com o governador da Catalunha, José Montilla Aguilera.
Acompanham o governador os secretários de Estado Marcia Lins (Esporte, Turismo e Lazer), Julio Bueno (Desenvolvimento Econômico) e Joaquim Levy (Fazenda).







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