- Agradeço ao Ministério da Cultura por todo o apoio em investimentos que estão sendo aplicados em nosso estado. Nossa forte integração com a Secretaria de Cultura é essencial para o bom andamento cultural que vivemos. É preciso recursos e integração para preservamos o nosso patrimônio histórico. O Rio de Janeiro tem crescido em todos os setores devido ao nosso ordenamento fiscal. Cultura precisa de recursos e integração – disse o governador.
Os 15 municípios do Rio de Janeiro que receberão R$ 20 milhões para executar o Plano de Ação que irá definir as estratégias do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas são: Angra dos Reis, Cabo Frio, Casemiro de Abreu, Duas Barras, Itaboraí, Mangaratiba, Paraty, Petrópolis, Quatis, Quissamã, Rio Claro, Santa Maria Madalena, São Pedro da Aldeia e Vassouras, além da capital Rio de Janeiro.
- Este é um momento importante para a conservação de nossos patrimônios. O Rio tem um patrimônio arquitetônico incalculável, um dos maiores do Brasil. O Estado tem outros instrumentos para por de pé neste Plano de Ação das Cidades Históricas. Temos aumentado a participação dos municípios na Lei do ICMS. No ano passado, tivemos R$ 11 milhões de recursos da lei usados para projetos municipais, mas apenas seis projetos foram de patrimônios e não foram municipais, só na capital. Portanto, quero lembrar que podemos financiar até R$ 3 milhões, pela lei, para projetos de patrimônios. É muito importante que cuidemos de todos eles – disse a secretária de Cultura, Adriana Rattes.
O PAC das Cidades Históricas foi lançado em outubro de 2009. O programa conta com R$ 230 milhões, investimento direto do Ministério da Cultura, que serão distribuídos entre 173 localidades de todos os estados do país. Este PAC é articulado pela Casa Civil da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura, por meio do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e ministérios do Turismo, da Educação e das Cidades; Petrobras; Eletrobrás; BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social); Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, informou que foi dele a ideia de criar o PAC das Cidades Históricas. O ministro defendeu ainda que a dimensão cultural precisa fortalecer a sua infraestrutura, pois só através desta iniciativa o país conseguirá desenvolver a melhoria da qualidade de vida da população, o aumento do poder aquisitivo, a circulação das mercadorias, a oportunidade de trabalho para todos, entre outros setores.
- Este programa é uma revolução no setor cultural do país. Mais de 90% dos municípios brasileiros não têm cinema. É importante que a gente compreenda a complexidade deste desenvolvimento para que não tenhamos uma visão economicista e nem simplória de desenvolvimento. É a partir desta infraestrutura do patrimônio que você capacita a nação. O Brasil tem uma das culturas mais ricas do mundo. Este ato de hoje terá uma grande importância nos próximos anos, com uma série de eventos internacionais que acontecerão aqui. Esta é a hora de investirmos nisso. Esta é uma possibilidade de o patrimônio deixar de ser um fardo e passar a ser um ativo cultural e econômico para o desenvolvimento do nosso país – incentivou o ministro.
Representando todos os municípios que se beneficiarão com o PAC das Cidades Históricas, o prefeito de Vassouras, Renan Vinícius de Oliveira, agradeceu às autoridades pela a oportunidade que estas cidades terão em crescer nos setores do turismo e cultural.
Estiveram presentes à assinatura o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner; o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida; o superintendente do Iphan, Carlos Fernando Andrade; a diretora do Inepac Maria Regina Pontin de Mello, entre outras autoridades.
Fonte: Agência Rio de Notícias
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