Cabral primeiro parabenizou o empresário por seu espírito empreendedor, sempre priorizando os investimentos no território nacional, em especial no seu estado natal, inclusive agregando em seus empreendimentos uma preocupação social e ambiental nos lugares em que eles ocorrem. O governador citou o primeiro porto do grupo, no Norte Fluminense, o do Açu, no município de São João de Barra, que já quase pronto, como um exemplo desse conceito.
– Aquela é uma das regiões mais pobres do estado e do Brasil. Ela terá, concomitantemente às atividades portuárias do porto do Açu, investimentos estruturantes, como a implantação de siderurgias e indústrias de transformação, entre outras iniciativas empresariais. Esses investimentos, em sinergia com outro tanto de investimentos públicos, alavancarão de vez aquela região. Da mesma forma aqui, em Itaguaí, com este superporto Sudeste que vai gerar muitos empregos e um crescimento produtivo em toda a região – exaltou Cabral.
Segundo Eike Batista, o grupo EBX irá investir até 2012 cerca de U$ 34,8 bilhões no Estado do Rio. Ele também informou que, além de construir um superestaleiro em Açu, o seu grupo vai fundar no Rio o Instituto Tecnológico Naval.
– Compramos a tecnologia coreana na área, através de uma parceria com a Hyundai. São 38 anos de know-how que absorveremos no nosso instituto. Como o ITA foi criado literalmente para montar a Embraer, vamos ter o nosso instituto para criarmos a Embraer dos mares. Vamos poder formar milhares de brasileiros que vão agregar a tecnologia de fora e desenvolver uma própria, porque somos bons nisso – apostou o empresário.
Quanto ao porto Sudeste, o empresário disse que ele está sendo construído para desafogar uma grande demanda de exportação de minério de ferro. O empreendimento irá escoar a produção do Sistema Sudeste da MMX, do grupo EBX, e de outros produtores de minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais que atualmente não exportam por falta de opção logística.
Dedicado à movimentação de minério de ferro, o porto terá área de 52 hectares, profundidade de 21 metros e estrutura offshore inicial com dois berços de atracação de navios. Com investimento previsto de R$ 1,8 bilhão, a previsão é que o porto movimente 50 milhões de toneladas/ano, com possível expansão para 100 milhões de toneladas/ano.
A LLX anunciou ontem a contratação das obras civis e equipamentos para implementação do terminal. As obras civis, que serão realizadas pelo consórcio ARG-Civilport, incluem a construção de pátio de estocagem de minério de ferro, um túnel que fará a ligação do pátio e os píeres para atracação de navios e estrutura offshore (ponte e píeres). As obras serão realizadas simultaneamente. A previsão é que o porto inicie operação no início de 2012.
Também estiveram presentes o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o secretário chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, a subsecretária de Estado de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Renata Cavalcanti, o presidente da LLX, Otávio Lascano, o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani, o prefeito de Itaguaí, Charlinho, o secretário de Fomento para Ações de Transportes do Ministério de Transportes, Augusto Rogério Galvão, o presidente de Docas Rio, Jorge Luís de Melo, e o subsecretário de Desenvolvimento Mineiro, Metalúrgico e Política Energética, Paulo Sérgio Ribeiro, representando o governador de Minas Gerais, entre outros.
Fonte: Secretaria de Imprensa do Rio de Janeiro







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